O Espiritismo tem por missão fundamental, entre os homens, a reforma interior de cada um, fornecendo explicações ao porquê dos destinos, razão pela qual muitos conceitos usuais são por ele restaurados ou corrigidos, para que se faça luz nas consciências e consolo nos corações. Assim como o Cristo não veio destruir a Lei, porém cumpri-la, a Doutrina Espírita não veio desdizer os ensinos do Senhor, mas desenvolvê-los, completá-los e explicá-los.
quarta-feira, 4 de março de 2015
FÉ
Nem Sempre
Nem sempre o bom é melhor, pois o bom, para muitos, é imediato enquanto o melhor pode ser o
mediato ou distante acrisolados pela cautela e pela razão
Nem sempre o que é perfumado e prazeroso é o melhor, pois é certo que alguns venenos são perfumados e alguns prazeres podem embriagar e afogar a honra e a Paz.
Nem sempre o dinheiro que é bom é, de fato, o melhor, pois ele,pela capacidade de propiciar luxuria e o brilho, pode iludir e desviar a atenção, quanto a valores verdadeiros com a honestidade, fraternidade e a Paz
Por isso, nem sempre o que é imediatamente Bom projeta-se no tempo e no espaço como verdadeiramente melhor.
E não se esqueça:
"O verdadeiramente BOM e melhor é o capaz de produzir o BEM e a PAZ"
Divórcio
Partindo do princípio de que não existem uniões conjugais ao acaso, o divórcio, a rigor, não deve ser facilitado entre as criaturas. É aí, nos laços matrimoniais definidos nas leis do mundo, que se operam burilamentos e reconciliações endereçados à precisa sublimação da alma. O casamento será sempre um instituto benemérito, acolhendo, no limiar, em flores de alegria e esperança àqueles que a vida aguarda para o trabalho do seu próprio aperfeiçoamento e perpetuação. Com ele, o progresso ganha novos horizontes e a lei do renascimento atinge os fins para os quais se encaminha. Ocorre, entretanto, que a Sabedoria Divina jamais institui princípios de violência, e o Espírito, conquanto em muitas situações agrave os próprios débitos, dispõe da faculdade de interromper, recusar, modificar, discutir ou adiar, transitoriamente, o desempenho dos compromissos que abraça. Em muitos lances da experiência, é a própria individualidade, na vida do Espírito, antes da reencarnação, que assinala a si mesma o casamento difícil que faceará na estância física, chamando a si o parceiro ou a parceira de existências pretéritas para os ajustes que lhe pacificarão a consciência, à vista de erros perpetrados em outras épocas. Reconduzida, porém, à ribalta terrestre e assumida a união esponsalícia que atraiu a si mesma, eila desencorajada à face dos empeços que se lhe desdobram à frente. Por vezes, o companheiro ou a companheira voltam ao exercício da crueldade de outro tempo, seja através de menosprezo, desrespeito, violência ou deslealdade, e o cônjuge prejudicado nem sempre encontra recursos em si para se sobrepor aos processos de dilapidação moral de que é vítima. Compelidos, muita vez, às últimas fronteiras da resistência, é natural que o esposo ou a esposa, relegado a sofrimento indébito, se valha do divórcio por medida extrema contra o suicídio, o homicídio ou calamidades outras que lhes complicariam ainda mais o destino. Nesses lances da experiência, surge a separação à maneira de bênção necessária e o cônjuge prejudicado encontra no tribunal da própria consciência o apoio moral da autoaprovação para renovar o caminho que lhe diga respeito, acolhendo ou não nova companhia para a jornada humana. Óbvio que não nos é lícito estimular o divórcio em tempo algum, competindonos tão somente, nesse sentido, reconfortar e reanimar os irmãos em lide, nos casamentos de provação, a fim de que se sobreponham às próprias suscetibilidades e aflições, vencendo as duras etapas de regeneração ou expiação que rogaram antes do renascimento no Plano Físico, em auxílio a si mesmos; ainda assim, é justo reconhecer que a escravidão não vem de Deus e ninguém possui o direito de torturar ninguém, à face das leis eternas. O divórcio, pois, baseado em razões justas, é providência humana e claramente compreensível nos processos de evolução pacifica.Efetivamente, ensinou Jesus: “não separeis o que Deus ajuntou”, e não nos cabe interferir na vida de cônjuge algum, no intuito de arredálo da obrigação a que se confiou. Ocorre, porém, que se não nos cabe separar aqueles que as Leis de Deus reuniu para determinados fins, são eles mesmos, os amigos que se enlaçaram pelos vínculos do casamento, que desejam a separação entre si, tocandonos unicamente a obrigação de respeitarlhes a livre escolha sem ferirlhes a decisão.
terça-feira, 3 de março de 2015
Mulher
Missionária da vida.
Ampara o homem para que o homem te ampare.
Não te conspurques no prazer, nem te mergulhar no vício. A felicidade na terra depende de ti, como o fruto depende da árvore.
Mãe, sê o anjo do lar.
Esposa, auxilia sempre.
Companheira, ascende o lume da esperança.
Irmã, sacrifica-te e ajuda.
Mestra, orienta o caminho.
Enfermeira, compadece-te.
Fonte sublime, se as feras do mal te poluiram as águas, imita a corrente cristalina que no serviço infatigável a todos, expulsa do próprio seio a lama que lhe atiram.
Por mais te ar loja a dificuldade, não te confieis a tristeza ou ao desânimo.
Lambari os órfãos, os doentes, os velhos e os desvalidos da estrada que esperam por teus braços e sorri com serenidade para luta.
Deixa que o trabalho Tanja as cordas celestes do teu senrimento para Qu não falte a música da harmonia aos pedregosos trilhos da existência terrestre. Teu coração é uma estrela encarcerados.
Não lhe apague a luz para que o amor resplandeça sobre as trevas.
Eleva-te, elevando-nos.
Não te esqueça de que trazes nas mãos a chave da vida porque a chave da vida é a glória do senhor
Vício
Senhor, venho humildemente hoje a Tua presença rogar proteção e amparo, pelos vícios que trago comigo
e dos quais não consigo me libertar...
Sei que são ruinosos ao meu corpo e ao meu espírito
mas não me sinto forte o suficiente para abandoná-los, encontrando-me vazio e entediado sempre
que distante deles.
Dos vícios abaixo, por mais aceitos socialmente e por mais incentivados, ajuda-me a abandonar;
O vicio do cigarro, ajuda-me a abandonar!
O vício da bebida alcoólica, ajuda-me a abandonar!
O vício da alimentação excessiva, ajuda-me a abandonar!
O vício da infidelidade, ajuda-me a abandonar!
O vício da prática sexual compulsiva,
ajuda-me a babandonar!
O vício da sensualidade vulgar, ajuda-me a abandonar!
O vício da palavra impensada, ajuda-me a abandonar!
O vício da maledicência, ajuda-me a abandonar!
O vício da inveja, ajuda-me a abandonar!
O vício da falsidade, ajuda-me a abandonar!
O vício do ressentimento, ajuda-me a abandonar!
O vício da arrogância, ajuda-me a abandonar!
O vício do orgulho tolo, ajuda-me a abandonar!
O vício da preguiça, ajuda-me a abandonar!
O vício da má vontade, ajuda-me a abandonar!
O vício da omissão, ajuda-me a abandonar!
Todos os vícios, meu Deus, ajudam-me a abandonar!
Os males da Terra existem porque nossa resistência
moral ainda é frágil e pouco ou nada fazemos para
que ela se torne barreira intransponível a tudo que
possa causar prejuízo a nós ou ao nosso próximo.
As doenças, a má qualidade de vida, os lares destruídos,
as esperanças juvenis minadas, a prostituição, as drogas,
os desvios de caráter, as perversões, as aversões inextinguíveis, as guerras, as tramas sórdidas, a morte,
e o todo o mal, em si, são frutos de pequenos vícios
que se tornaram grandes ameaças pela força de adesão
de imensa parcela humana à sua nefasta influência!...
Ajuda-me, Senhor, a enxergar o mal que os vícios
produzem em meu espírito, destinado por Ti à glória das Alturas, e concede-me força para extingui-los em mim.
Que minha presença seja notícia de saúde física, mental
e moral nos locais em que transito, e incentivo pessoal
a que meus irmãos de jornada passem igualmente
a amar-se mais, cultivando o que é bom e belo à
vida que desfrutam, e deixando para trás todo
e qualquer hábito vicioso que possa ocasionar
o seu atraso e a sua ruína.
Assim seja
Fazei-me instrumento de vossa paz.
A orar sem esquecer o trabalho
A dar sem olhar a quem
A servir sem perguntar até quando
A sofrer sem magoar seja quem for
A progredir sem perder a simplicidade
A semear o bem sem pensar nos resultados
A desculpar sem condições
A marchar para a frente sem contar
os obstáculos
A ver sem malicia
A escutar sem corromper assuntos
A falar sem ferir
A compreender o próximo sem
exigir entendimentos
A respeitar os semelhantes sem reclamar
consideração.
A dar o melhor de nós, sem cobrar taxas
de reconhecimento
Senhor, fortalece em nós a paciência para
com as dificuldades.
Ajuda-nos sobretudo,
a reconhecer que a nossa felicidade
mais alta será,invariavelmente,
aquela de cumprir-Te os desígnios
onde e como queiras, hoje,agora e sempre.
Senhor!
Agradecemos aos professores de bondade e paciência, compreensão e tolerância que nos concedeu, através de todo aqueles que nos transmitem os ensinamentos que nos legaste.
E manifestamos ao teu amparo a nossa gratidão pelos examinadores que nos enviar, na pessoa de nossos familiares e companheiros, adversários e observadores. Para que a nós verifique o grau de aproveitamento das tuas mensagens de paz e amor.
Entretanto, Jesus, entre aqueles que nos induzem a procurar as virtudes que ainda não possuímos e aqueles outros que nos destacam os defeitos e as deficiências que ainda carregamos, nos te pedimos força, coragem para sermos simples e humildes, a fim de praticarmos as tuas
Lições.
Assim seja


